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A força de uma ditadura militar

Mais recente video enviado clandestinamente da Birmânia



- Postado por: Antônio às 07h20
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Copa 2006: Neonazistas preparam-se para ir às ruas


copa
Neonazistas, Taça da Fifa

Munique - O aviso veio de onde menos se esperava: O alemão Uwe-Karsten Heye, social-democrata e ex-porta-voz do governo Gerhard Schröder, alarmou em entrevista, semanas atrás, sobre os perigos que correm pessoas com aparência de estrangeiros de serem atacadas por extremistas de direita nas ruas do país. "Há cidades pequenas e médias no país,  no estado de Brandemburgo e outras regiões, que devem ser evitadas por pessoas que são de outra cor", disse ele, referindo-se à multiplicação dos ataques a estrangeiros efetuados por radicais das hostes neonazistas da Alemanha.  "estas pessoas podem não sair vivas destas regiões", concluiu ele de forma contundente, mas que apenas retratam os acontecimentos que vêm constantemente ocorrendo, com vítimas sempre estrangeiras, principalmente de outra cor que não seja branca.

As estatísticas criminais apontam para, somente este ano, mais de uma centena de agressões racistas, algumas delas de tal violência, como no ataque ao engenheiro de origem etíope  Ermyas M., que ficou durante mais de duas semanas em estado de coma, com fraturas e traumatismo craniano.

O pronunciamento de Heye gerou inicialmente protestos de políticos das regiões afetadas, mas ganhou apoio quando outras personalidades, como o deputado da coalizão CDU/SPD de governo, Sebastian Edathy, e o deputado verde no Parlamento Europeu, Daniel Cohn-Bendit, vieram a público reforçar e alarmar para a situação. A verdade é que nem mesmo o setor político escapou dos extremistas: Um deputado de origem turca, Giyasettin Sayan, foi espancado por um grupo de neonazistas, duas semanas atrás, em um bairro de Berlim.

Partido neonazista quer ir às ruas durante a copa - No-Go-Areas para turistas

As autoridades responsáveis pela segurança durante o evento alertavam inicialmente para o perigo da concentração de hooligans vindos de toda a Europa, principalmente Reino Unido e Holanda, quando perceberam que a "ameaça interna" igualmente oferece perigos tanto à saúde e integridade física dos turistas visitantes, quanto à imagem do país, em contradição com o lema escolhido para o copa do mundo, "o mundo entre amigos".

Entre os grupos radicais, o Partido Nacional da Alemanha (NPD), organização legal que se diz sucessora do partido nacional-socialista (NSDAP) de Hitler, tem proclamado em suas homepages que vai aproveitar o torneio para promover manifestações em todo o pais. Pelo menos neste aspecto a organização utiliza a mesma tática de sua precursora, ao aproveitar-se de eventos esportivos para exaltar a superiodade racial.  O pior, uma tentativa de proibir o NDP fracassou na mais alta corte da justiça alemã, sob o argumento de prerrogativas constitucionais que garantiriam o direito da organização existir legalmente.

Embora com a segurança e policiamento sendo mais ostensivo no mês do torneio, é conveniente que as denominadas No-Go-Areas, regiões onde o perigo de agressões nazistas é grande, sejam evitadas. Um guia turístico lançado recentemente na Alemanha  recomenda, por exemplo, que seja mantida distância da zona leste da cidade de Berlim bem como de cidades dos estados de Brandemburgo e Sxônia-Anhalt, incluindo suas capitais, Potsdam e Magdeburg, respectivamente.

Brasileiros no grupo de risco: Embaixada se prepara para ajuda - Grupo informa e denuncia na internet

Vindos de um país com grande miscigenação racial, um termo pavoroso para neonazistas, os turistas brasileiros estão entre os grupos tidos como alvo dos racistas. Ciente da situação, mas sem fazer alarde, por motivos diplomáticos, a embaixada brasileira está divulgando um "Guia Oficial do Torcedor Brasileiro na Alemanha". O guia pode ser baixado em formato PDF e Word (doc) e será permanentemente atualizado até o fim da copa. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro decidiu reforçar os serviços de sua rede consular no país e criou os "Consulados Temporários" que estarão acompanhando o torcedor brasileiro por todas as cidades de jogos do Brasil mais a cidade Colônia, por ser a sede oficial da torcida brasileira e onde estarão hospedados o maior número de visitantes brasileiros na copa. O guia informa desde moeda e seguro-saúde até como se comportar nos estádios, idioma e precauções gerais. As autoridades diplomáticas brasileiras na Alemanha são o melhor caminho para o caso de problemas e dificuldades de turistas tupiniquins na copa da Alemanha.

Também na internet tem havido mobilização em torno do tema xenofobia durante a copa do mundo. No site de relacionamentos Orkut foi criada a comunidade "Por uma Copa Sem Racismo". Iniciativa de brasileiros radicados na Alemanha, a comunidade já conta com participação de brasileiros e alemães de todos os lugares, que procuram dados e informações sobre o assunto. A comunidade diz em sua descrição estar voltada contra o ódio racista e alerta para muitos brasileiros que estarão indo à copa sem ter idéia do que se passa ou da existência de No-Go-Areas.
Andrea Tonks, brasileira radicada na Alemanha, fundadora e moderadora da comunidade, diz que a idéia da comunidade é informar e denunciar a xenofobia, com informações constantes e variadas sobre o tema. "A comunidade não é contra os alemães, porque os alemães estão da mesma forma indignados com os acontecimentos", alerta Andrea, para completar: "Os neonazis não são um problema só para os estrangeiros. São também para os alemães que tanto sofreram com esse estigma e tanto lutam contra essa imagem".

A menos de duas semanas do primeiro jogo da seleção brasileira, a melhor resposta que o time do país com maior mistura de raças pode dar aos xenófobos e racistas é uma só: Vitórias.



- Postado por: Antônio às 18h59
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Copa 2006: Os perigos no caminho do hexa




Seleção apela a Deus (Foto: FifaCom)

Johan Cruyff, o mais brilhante jogador do futebol holandês, parece ter verdadeiro prazer em contar a história. Era semifinal da copa do mundo de 1974. Os holandeses, com seu famoso carrossel, contra uma seleção brasileira que iniciava a era pós-Pelé.  Apesar de enfraquecida, sem o rei, a seleção era forte concorrente ao título e chegava às semifinais. Vencer o Brasil, para os holandeses, não seria algo impossivel, mas exigia algumas medidas complementares. Com um meio campo inteligente, de passes precisos e um ataque rápido e disciplinado, o forte do time canarinho era vencer a linha burra das defesas adversárias. Neutralizar esta característica infalível dos brasileiros seria o caminho para a vitória, segundo os holandeses. Mas como?
É aí que Cruyff dá uma risadinha de capeta, em uma antiga entrevista à TV holandesa: Nós combinamos que, sempre que um atacante brasileiro receber o passe em jogadas perigosas para nossa defesa, nós levantaríamos em bloco os braços, pedindo impedimento. A pressão psicológica e a rapidez dos lances confundiria juíz e bandeirinhas.  Não deu outra. Quem vê o tape do jogo constata  quantas vezes isso aconteceu e como, para desespero dos jogadores brasileiros, o impedimento foi marcado pelo juiz. Em dois lances claros pode-se especular que seria muito difícil o centro-avante Valdomiro  não ter acertado o gol. O Brasil perdeu por 2 x 0 e sequer teve ânimos para vencer a Polônia na disputa pelo terceiro lugar: Perdeu de 1 x 0.
Fatos como esse ilustram como a catimba também pode ser usada com êxito em uma copa do mundo.  O favoritismo do Brasil na copa da Alemanha fará os adversários exigirem o máximo da seleção. É uma posição desvantajosa, ao contrário do que se pensa,  sem falar no "determinismo histórico" que só reservou tragédias coletivas para os favoritos de copas do mundo, por melhor que eles fôssem.

Claro, pode-se argumentar, pelo menos no golpe do impedimento praticado pelos holandeses não iremos mais cair, pois até mesmo as regras mudaram. Os italianos já demonstraram, discretamente, como estarão utilizando a nova regra do impedimento para burlar a vigilância de zagueiros. Pela nova regra, o impedimento só pode ser marcado quando o jogador em questão tocar a bola. Colocando jogadores propositalmente em impedimento, para confundir a defesa, e fazendo jogadores próximos, em posição regular e previamente treinados para o lance, partirem para a jogada tem sido um dos segredos dos italianos nos treinamentos. A jogada, exercida com maestria, possibilitou dois gols no jogo que a Itália venceu recentemeente por 4 x1 a Alemanha. São os truques táticos que podem decidir jogos. Provocações, forçar quedas dentro da área brasileira e simular faltas já fazem parte do repertório. Portanto é preciso pensar e estar preparado para tudo.


Manipulações e intrigas

Não cessam com isso os perigos. Manipulações e fatores extra-campo  podem igualmente arrasar aspirações.  A própria escolha do país-sede da copa do mundo já foi um exemplo de como imprensa e intrigas influenciam resultados e decisões. O grande favorito para sediar a copa de 2006 era a África do Sul. Ao fim da maratona dos países candidatos, dois blocos restaram. Um tendia  pela Alemanha e o outro pelo país africano. Os africanos possuíam numericamente a vantagem, mas só na estatística. A imprensa alemã é pródiga quando se trata de determinadas situações. Na noite anterior à votação, quando os delegados dos países filiados à FIFA escolheriam a sede da copa, os jornalistas da revista satírica alemã Titanic tiveram a idéia que iria misturar novamente as cartas. Um fax endereçado  pessoalmente a todos os delegados das entidades, enviado a seus respectivos hotéis e assinado por Martin Sonneborn, como secretário do comitê de uma "iniciativa para a copa na Alemanha". O fax era uma falsificação em inglês e Sonneborn na verdade o chefe de redação do Titanic. O texto era incisivo e direto: " Diante da difícil situação a Alemanha enfatiza um apelo para sediar a copa do mundo de 2006. Vamos direto ao assunto: Como reconhecimento pelo seu apoio, no caso de votar pela Alemanha, faremos um pequeno presente chegar às suas mãos: Uma fina cesta contendo especialidades da Floresta Negra,  incluindo deliciosas lingüiças, presuntos e - segure-se  -  um maravilhoso relógio cuco. Nós confiamos na sabedoria de sua decisão amanhã", concluia o texto.

O fato provocou tamanha indignação, que o delegado Charles Dempsey, representante da Nova Zelândia, partiu na manhã seguinte sem sequer participar da votação. Seu voto estava determinado para a África do Sul. A abstenção de Dempsey favoreceu a Alemanha, que venceu o sufrágio por um voto de diferença. O escândalo ocupou o noticiário e a FIFA ameaçou o Titanic com um processo no valor de 600 milhões de euros. Ficou só na ameaça. Sonneborn escreveu um livro sobre como o Titanic trouxe a copa para a Alemanha e o resto foi para baixo do tapete.

A guerra de mídia não deve ser subestimada no torneio. É o próprio Cruyff quem conta, na mesma entrevista mencionada acima, não mais com um sorriso irônico, como, após vencer o Brasil, a Holanda perdeu antecipadamente a final contra a Alemanha. Um dia antes do jogo o tablóide teutônico "Bild" estampava a piscina vazia do hotel onde se hospedava a delegação holandesa, com uma manchete revelando que os craques oranges haviam ali praticado imensa farra com orgia, acompanhados de irresistíveis garotas de programa. Falsa ou não, a notícia explodiu na Holanda, correu o mundo e arrasou psicologicamente o time: " Nós perdemos o jogo naquele dia, antes de jogar", confessa agora um cabisbaixo craque.  "Como explicar ao país e nossas mulheres, em tão pouco tempo, que era tudo mentira ? ", finaliza ele.

Uma prova de como a paz pode vir a ser pertubada, com notícias incômodas para os brasileiros, foi dada na Copa das Confederações, no último ano. Um jornal alemão divulgou matéria sobre a sede por caipirinha dos jogadores brasileiros e do esforço de atendentes do hotel para providenciar na cidade cachaça e gelo a tardias horas da madrugada. Logo o assunto era reproduzido por outros meios de comunicação. Os jogadores brasileiros negaram e venceram até o torneio, mas ficaram espantados com as notícias. Vale atentar, isso aconteceu em algo sem importância como o referido torneio. Na copa a coisa é outra. Já faz a roda entre alguns círculos, os motivos para os altos e baixos nos últimos tempos, o calcanhar de aquiles do craque  brasileiro Ronaldinho Gaúcho: Os porres homéricos, segundo as más línguas, frutos de uma especulada queda pelo álcool. Fato é que a guerra já começou. Fotos com o jogador em estado presumidamente etílico e acompanhado de figuras femininas já estão na internet. Entre farras, mulheres e boatos, o Brasil que se cuide. O hexa não virá de presente.

Ronaldinho
Craque de porre?



- Postado por: Antônio às 10h02
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O Brasil em 2012

Lula elegeu-se pela segunda vez e o ministro Palocci foi o candidato vitorioso na sua sucessão. Estamos agora no ano de 2012 e o repórter Alfredo Tampa faz uma entrevista exclusiva com o ex-ministro, agora presidente:

Alfredo Tampa: Senhor presidente, muita gente tem "chiado" com a sua política econômica. Nunca na história os juros chegaram aos patamares de agora, superiores até mesmo ao do governo anterior, quando o senhor foi ministro e dirigiu as finanças.

Presidente Palocci: É sempre assim, se os juros estão altos, a oposição grita, se estão baixos, grita da mesma forma. Nossos planos e metas continuarão firmes, independentes do gosto e da preferência da bancada oposicionista.

Alfredo Tampa: Independente também da imensa massa de desempregados, vítimas da falta de investimentos e da especulação financeira, e para alegria dos banqueiros, diga-se de passagem.

Presidente Palocci: Essa conversa de falta de investimentos é pobreza de argumentos. Nós enquadramos o Brasil no lugar devido da globalização, o capital externo tem investido no país e nosso balanço está aí para provar. Sequer precisamos do FMI. Isso desde meus tempos de ministro.

Alfredo Tampa: A história de sempre, o país vai bem, o povo vai mal...

Presidente Palocci: Estamos encontrando soluções ótimas para nosso povo igualmente. O Brasil tem mostrado uma grande competência na  exportação de mão-de-obra. Vejam os milhões de brasileiros espalhados pelo mundo, nas mais diversas áreas da economia. Passamos da fase de exportações de produtos, avançamos incialmente com exportação de jogadores de futebol e agora exportamos gente para todos tipos de serviços, da construção civil a lavadores de pratos e jardineiros. Agora mesmo estudamos um projeto, juntamente com alguns países árabes, para o povoamento de determinadas regiões do Saara.  Cederíamos 2 milhões brasileiros para ir ocupar a região, destinados aos mais diferentes trabalhos. Isso prova a dinâmica e efetividade de nosso governo.  Com isso o índice de desemprego no Brasil cairia mais um pouco. E os desocupados que enviaremos ganham trabalho. E veja que negociamos a emigração com vantagens. Receberíamos em troca petróleo e a única exigência dos árabes é que os brasileiros sejam convertidos a muçulmanos praticantes e aceitem aprender árabe.  Seguiremos nossa meta firmemente e alcançaremos breve o regime de ocupação plena, com a inexistência de desemprego.

Alfredo Tampa: Presidente, o país está assim se desfazendo dos próprios filhos. Pessoas aptas que enriqueceriam o país com seu trabalho estão sendo praticamente vendidas pelo governo. Expulsar os desempregados não é uma idéia falsa de "ocupação plena"?

Presidente Palocci: A globalização é o que há de mais moderno desde os tempos de Roma, ela não precisa de nacionalidades ou regionalidades. Tanto faz um brasileiro trabalhar no Brasil ou no Saara. Importante que trabalhe...

Alfredo Tampa: E que envie dinheiro mensalmente para o Brasil...

Presidente Palocci: Isso é você quem afirma. Claro que tantos brasileiros no exterior, enviando quantias regularmente, geram uma receita extra para o Brasil. Mas, repito, isso é secundário. A globalização desconhece fronteiras.

Alfredo Tampa: Por falar em fronteiras, a venda da Amazônia aos EUA não foi suficiente para pagar a dívida externa, como o senhor especulou inicialmente.

Presidente Palocci: Mas houve vetores no negócio que nos trouxeram outras vantagens. Veja que quase toda a dívida foi saldada com a venda. Poderíamos ter alcançado um preço maior, mas os norte-americanos não aceitaram inicialmente que o Piauí também fosse incluído na compra. Esse era o nosso grande trunfo, colocar o Piauí no pacote. Como região fronteiriça da Amazônia, tentamos incluir o estado de forma automática na negociação. Eles perceberam nossa manobra e pechincharam. Com isso fomos obrigados a reduzir o preço.  Note-se contudo que, mesmo assim, foi uma grande vantagem, se contabilizarmos os custos que temos poupado com a saída do Piauí da nossa federação. Só tivemos lucros com a venda.

Alfredo Tampa: E do que restou do país, alguma novidade?

Presidente Palocci: Aí entra nosso plano econômico imediato. Estamos tentando atrair os aposentados norte-americanos para habitar o nordeste brasileiro, climaticamente mais favorável que as praias da Florida. Para isso estamos elaborando um projeto de desapropriação  de vastas áreas na costa da região nordestina, para que a terceira geração norte-americana sinta-se atraída pela proposta. Além disso eles receberiam insenções fiscais para se estabelecerem aqui. O projeto está em fase final.

Alfredo Tampa: Presidente, estranho. De um lado o Brasil perde sua mão-de-obra que gera divisas, por outro lado quer povoar regiões com aposentados estrangeiros que sequer batem um prego e nem impostos pagarão.

Presidente Palocci: Vocês da imprensa entendem muito pouco de negócios, esse é o problema. Vejam que ao mesmo tempo estamos tentando expandir nossas fontes. Estamos decididos a comprar a Argentina. E faremos isso com sobras de caixa. As negociações dos argentinos com os franceses fracassaram.  O governo francês perdeu o interesse de adquirir o país do prata no último segundo. Nós já fizemos uma proposta inicial e os hermanos não se decidiram ainda.  Talvez eles alimentem ainda a esperança de que algum país europeu desperte o interesse, mas os europeus estão com outros tipos de problemas no momento, o que nos favorece na disputa.

Alfredo Tampa: Então o Brasil se desfaz da Amazônia, exporta seu povo e agora quer comprar a Argentina?

Presidente Palocci: É isso, somos um governo que toma decisões em vez de protelá-las. Daqui a cem anos ninguém irá querer saber como o mapa ou o povo do Brasil já foi um dia.  A Argentina ainda não nos pertence, mas claro que está entre nossas prioridades.

Alfredo Tampa: E se eles não aceitarem?

Presidente Palocci: Uma compra hostil também faz parte da globalização.



- Postado por: Antônio às 13h15
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Volks: Surubas tropicais e dólares ilegais

Tem sido uma marca registrada no escândalo da Volkswagen, o comportamento dos envolvidos nas orgias da montadora: Primeiro negar e ameaçar, depois, com surgimento de provas e testemunhas, o silêncio sepulcral.
Foi assim com todos os protagonistas, independente da escala hieráquica na empresa.

Cópias de documentos que chegaram à imprensa esta semana revelam (mais uma vez) que foram inverídicas as negativas de envolvimento de pelo menos dois executivos brasileiros da companhia nas orgias e falcatruas que continuam abalando o maior fabricante de automóveis da Europa. E trazem a picante revelação de que os diretores até mesmo surubas promoviam, trocando entre si as garotas de programa que contratavam pessoalmente em bordéis brasileiros.
O escândalo volta a ser notícia, após uma pausa, e desta vez coloca os brasileiros Lauro Alcântara e Fernando Tadeu Perez na berlinda. Apesar dos esforços da divisão de comunicação da empresa, em jogar na imprensa notícias cor-de-rosa, a crise sexual e financeira automotiva continua. Para deleite da concorrência e perplexidade do resto do mundo. Leia mais: http://abknet.de/vw_5.htm



- Postado por: Antônio às 15h57
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Desabamento na Alemanha: Uma tragédia anunciada?

Mais dois corpos foram retirados hoje dos escombros, após o desabamento do teto de uma pista de patinação na cidade bávara de Bad Reichenhall, nos Alpes alemães. Até agora treze vitimas fatais contabilizadas. Duas pessoas desaparecidas ainda não puderam ser localizadas e removidas. O montulho gigantesco de concreto e aço continua oferecendo perigo às forças de salvamento em atividade permanente desde esta segunda-feira (2/01/06), quando o fato ocorreu.
A opinião pública no país, pasma e surpresa, acompanha nos jornais e TV o noticiário sobre a tragédia. O Ministério Público, já ontem, iniciou oficialmente as investigações para apurar as responsabilidades. O fato assusta os alemães, conhecidos por segurança e técnica nos limtes da perfeição. Pelo menos teoricamente.
Interrogações pairam sobre como isso aconteceu. No dia do desabamento, após ruídos e estalos na estrutura da quadra, foi adiado um treino do time hóquei sobre gelo da localidade , programado para as 15:30 h. A parte da pista destinada ao público, contudo, continuou em funcionamento. Um enigma a ser esclarecido.
Mais de três dezenas de pessoas praticavam uma das atividades preferidas pela população nos frios meses de inverno. O teto escolheu um dia sem muito movimento para desabar. Um sábado ou domingo teria consequências seguramente piores.

As primeiras e apressadas informações sobre a causa do desabamento apontavam para o excesso de peso da neve que se acumulou na cobertura da pista. A neve, quando cai nos conhecidoas flocos cristalizados é leve como uma pena. A temperaturas a partir de alguns graus abaixo de zero ela continua leve e crocante quando se pisa. Ao se elevar, em torno de zero grau ou pouco acima, a temperatura faz a neve umedecer e com isso ir tornando-se pesada, conforme a espessura da camada, pesadíssima. Acontece que os cálculos estruturais são feitos acrescidos de constantes que consideram a neve e seu peso extra nas estruturas. Para dar um exemplo, na região de Berlim essa constante é de 75 kg/m2. Na região alpina  o valor sobe. É muito improvável que os engenheiros não tenham levado em conta isso nos cálculos. Eu diria até impossivel, e sei do que falo. O complexo tinha trinta anos de funcionamento, desde que foi inaugurado. Já suportou muita neve na sua existência. Uma falha na construção ou erro de cálculo, normalmente, dá seus sinais de vida muito antes desse tempo. Mas a ciência, diga-se, não descarta essa possibilidade, principalmente quando a obra é humana. Uma coisa certa é que trinta anos, entretanto, é tempo suficiente para ocorrer um cansaço natural de materiais duradouros, mas também perecíveis, como aço e concreto.

Agora vem à tona que, semanas antes, fez parte do debate na imprensa local a discussão das autoridades da cidade sobre a renovação do centro de patinação e até mesmo a possibilidade de total demolição. Sinal de que já eram conhecidas as limitações e, quem sabe, perigos que a construção apresentava.
A grande verdade talvez esteja em algo mais além da discussão: A crise econômica que vive a Alemanha. Construções como a que desabou eram, até 1993, inspecionadas periodicamente e, após testes e controles, podiam ser determinadas as condições e segurança das mesmas.  A medida foi extinta por simples redução de gastos. Engenheiros, equipamentos e testes de controle seriam muito caros para assegurar uma coisa clara: A situação de imóveis  absolutamente seguros e bem construídos. Aliado a isso vem a crise que se abate nas comunidades, falidas e sem verbas para obras de manutenção, seja isso em instalações públicas como o centro de patinação, seja em quesitos de infra-estrutura como estradas. Isso apenas mostraria que a Alemanha, com toda técnica e vantagens de um país desenvolvido, cai em erros dignos de repúblicas de bananas: Economizar onde não deve, onde não pode, mas onde as quantias poupadas são mais invisíveis aos olhos dos críticos e do povo. Isso funciona até o dia que o mundo de fantasia destes políticos irresponsáveis cai diante dos seus pés, ou sobre as cabeças de inocentes patinadores



- Postado por: Antônio às 13h31
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Os Alemães do Lago

Um documentário de 55 minutos, entremeado com trechos e imagens com mais de cinquenta anos, mostra a vida de uma comunidade de alemães junto ao lago Llanquihue, de frente para o vulcão Osorno, no Chile. Ali vivem Heinz Held, Richard Knobloch, Mathias Holzmann, todos de origem alemã, na luta diária para o sustento de suas familias e o desenvolvimento da região. Com direção do chileno David Benavente e produzido por Ernesto Cuadra o filme é a história viva de cada um de nós, os que deixaram sua terra e escolheram lugares não apenas geograficamente diferentes, mas também de língua e cultura estranhos à nossa origem. Realça a luta diária pela sobrevivência e pela imprescindível integração.

O filme pode ser visto em diversos formatos e velocidades no link: http://www.cinechileno.org/modules.php?name=Unique&id=395

Uma cortesia da Arcoiris.TV



- Postado por: Antônio às 09h59
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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - 250 anos e uma eternidade (Parte 1)

Peça "Amadeus" (EUA)

Foto: Peça "Amadeus" (EUA)

Ele foi a primeira, maior e mais espetacular estrela pop da música. Fosse hoje vivo e usufruísse das leis e regulamentações de direitos autorais, licenças e mechandising vingentes, seria um homem tão rico como Bill Gates. Faturaria nas vendas de produtos que vão de chocolates a licores, chaveiros e até xícaras.
Sua receita principal, contudo,  viria de suas composições, uma fábula, mesmo para um Bill Gates.
Mais de 20 mil livros foram publicados sobre ele ou sua obra. Dezenas de novas publicações rodam nas gráficas ou já ocupam as prateleiras de livrarias do mundo inteiro. Mozart, Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus (depois Amadé) Mozart, para o mundo Wolfgang Amadeus Mozart, o menino prodígio, gênio inigualável e unânime da humanidade, completaria, no dia 27 de janeiro próximo, 250 anos. O ano cultural de 2006 girará mundialmente em torno de seu nome. Em quase todos os países, dos cinco continentes, serão promovidos eventos dedicados a ele. A totalidade das principais orquestras existentes estão com sua programações fechadas para 2006, bem como as boas casas de ópera e teatros: Só dá Mozart.  Mas quem era ele?

Excêntrico irresistível

Diante de tal veneração, fosse Mozart vivo, estaria adorando e dando risadas, sonoras gargalhadas enquanto, na penumbra de algum camarim, com seus tiques e manias típicos, trocaria carícias amorosas com alguma soprano, bailarina ou, quem sabe, uma bela representante da mais fina, naqueles idos já decandente, nobreza européia da fase pré-revolução francesa.

Não vamos nos ater ou nos aprofundar em estudos especializados de sua obra. Disso o mundo está repleto e nunca será pouco. Seria também pretensão sem cabimento. A nós, leigos, mesmo temporais e fugazes amantes da música, interessa conhecer o artista sem o manto fundamentalista e teórico, objetivo e específico, que está à disposição aos borbotões, fruto de trabalho árduo de gerações de musicólogos, estudiosos e historiadores.
O Mozart que nos interessa é o que viveu seus trinta e poucos anos com uma intensidade de tirar a respiração de qualquer mortal. Aquele que no seu tempo, tempo das carruagens, percorreu dezenas de milhares de quilômetros, uma façanha até hoje, levando sua música a salões de cortes e à ralé, a imperadores e aos bêbados de rua, à uma Maria Teresa e a servis lacaias e plebéias, ávidas de seus fungados sedutores.
Claro que isso não pode passar sem sua música. Mas, para entender a música de Mozart, leigos que somos, é preciso saber que ele não a reinventou. Ele simplesmente deu à música de seu tempo o toque de gênio. A fez universal e atemporal.
Hermann Hesse, um dos maiores escritores do último século e prêmio Nobel de literatura, dizia que Mozart genialmente pescou e agrupou notas musicais que pairavam no ar, que existiam flutuando no éter, alheias e imperceptíveis ao ouvido humano, as transformando em sonatas, óperas, como brincando. Divinamente brincando.

continua abaixo..



- Postado por: Antônio às 20h42
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O início

Em 27 de janeiro de 1756, em Salzburg, aos pés dos alpes, na Getreidegasse 9, nascia o sétimo fillho do compositor e violinista Leopold Mozart (1719-1787) e sua esposa Anna Maria (1720-1778). Os cinco primeiros rebentos do casal não sobreviveram. Wolfgang Amadeus, o "Wolfgangerl", e sua irmã, também Anna Maria (1751-1829), apelidada carinhosamente de Nannerl, quase cinco anos mais velha, tiveram mais sorte.
Mozart herdara dois de seus prenomes do padrinho, Joannes Theophilus Pergmayr.  Amadé, do francês, foi uma decisão posterior do compositor, para substituir, com o mesmo significado, o nome Theophilus, que é a versão grega de "amor de Deus". Ele era conhecido artisticamente em vida como Wolfgang. Adulto assinava na maioria das vezes Wolfgang Amadé. "Amadeus" era como ele se chamava de forma brincalhona, latinizando por irreverência o próprio "Amadé" que adotara. Somente no século passado, através da indústria fonográfica e radiofonia, Amadeus foi definitivamente introduzido, tornando-se hoje parte inseparável de seu nome. Falou-se apenas Amadeus, qual língua seja, todos sabem que trata-se de Wolfgang Mozart. 

Leopold Mozart, filho de uma próspera familia da cidade de Augsburg, na Alemanha, chegou a Salzburg jovem para estudar Teologia mas, exímio violinista, decidiu seguir a música. Por sua habilidade com o violino foi em 1740 contratado pelo poderoso Conde de Thurn e Taxis. Em 1747 casou Anna Maria Pertl, que tornou-se Anna Maria Mozart. A publicação de uma obra clássica do violino (Ensaio sobre o ensino do violino) levou Leopold a ser nomeado compositor de câmara da corte do arcebispado de Salzburg, onde tornou-se depois violinista e chegou a vice-kapellmeister, espécie de vice-dirigente musical geral. A vida da familia respirava e suspirava música. Aos sete anos Nannerl aprendeu com o pai a tocar cravo. O irmão menor acompanhava o ritmo da casa e aos quatro anos incompletos também aprendeu a musicar com o instrumento. O talento de Nannerl empolgava o pai, mas a precocidade de "Wolfgangerl" espantava-o.

Mozart não apenas aprendia quase sozinho a tocar os instrumentos: Saltava aos olhos de seu pai a compreensão teórica musical que ele, inexplicavelmente e sem experiência, dominava. Aos cinco anos compôs um concerto para cravo que Leopold, incrédulo, duvidou se alguém seria capaz executá-lo, tal a complexidade da composição. "Papa", respondeu Wolfgang, " é um concerto. Para ser um concerto é necessário praticar até poder executá-lo".

O menino prodígio pelo mundo

A segurança e destreza de Nannerl impressionavam, mas a perseverança e criatividade do irmão menor exaltavam também os amigos músicos da familia. Mozart passava horas a fio, sozinho, exercitando cravo. Era seu brinquedo principal, ao que se juntaram o órgão, piano e violino.
O que já era uma sensação em Salzburg, precisava ser visto em outras paragens. Orgulhoso, Leopold organizou a primeira grande viagem musical da familia. No dia 12 de janeiro de 1762, o menino prodígio e sua talentosa irmã foram levados primeiro a Munique. O sucesso perante a nobreza da cidade determinou a ida ao centro mais cobiçado pelos músicos de então: A corte de Viena, em setembro do mesmo ano. Passau, Linz, Mauthausen, centros no caminho para a metrópole do império, eram estações obrigatórias, onde corte e prelado aguardavam festivamente o grupo. O ápice da maratona: Apresentação privada no palácio de Schönbrunn, em Viena, para o imperador Francisco I e imperatriz Maria Teresa. O auge do reconhecimento a famosos e experientes compositores e músicos de então, era alcançado por Mozart no dia 13 de outubro de 1762, aos seis anos de idade.
Montanhas de presentes, convites, afagos, dinheiro e fama além das fronteiras fizeram Leopold dedicar-se pratica e exclusivamente aos dois filhos. Nascia o primeiro grupo pop com fins comerciais da história. Wolfgang Amadeus era a estrela principal. Seguiram-se viagens a Munique novamente, Augsburg, terra natal de Leopold, e outras cidades da Alemanha. As apresentações eram feitas tanto em salões nobres da realeza como também em locais mundanos, palcos improvisados em salas de albergues e restaurantes por onde passavam. Pagando para o ingresso, a massa popular desfrutava igualmente o encanto do menino maravilha que encantava os senhores feudais.
A caravana logo contava com suporte logístico próprio, carruagens e inclusive "piano de viagem" foi adquirido. É incontável o número de cidades onde fizeram apresentações.
Até 1766 o grupo percorreu Áustria, Hungria, Alemanha, Bélgica, Holanda, França, Suiça e Reino Unido. Uma odisséia. Durante o percurso Mozart usava o tempo de viagem para compor e exercitar.
Cidades como Paris, Zurique, Bruxelas, Haia, Amsterdã ou outras menores no caminho, comemoravam Mozart e sua familia.
A maioria das principais cidades foram visitadas mais de uma vez.
Em todas elas eram recebidos para apresentações pelas familias regentes. Dos Bourbons aos Orange-Nassau, de George III a Luís XV, da Marquesa de Pompadour a Caroline de Nassau.
No Reino Unido, o grupo causou sensação tal, que o pai decidiu prolongar a temporada, promovendo durante duas semanas apresentações especiais a preços populares em um bar londrino, o "Swan and Harp Tavern". Uma coisa inédita e inusitada para a época.

Caminho diferente

É preciso ressaltar, que a prática da familia destoava dos costumes. A soldo, frequentemente ajudas simbólicas, os artistas comumente eram dependentes de seus mecenas, na prática, nobres ou autoridades religiosas, para quem serviam de forma idealista com suas composições e desempenhos musicais. O importante era não cair em desgraça e manter-se em evidência. Ser um compositor da corte significava subserviência e dependência como garantia para o êxito.
Caminho inverso dos jovens Mozarts, chefiados pelo pai, procurando independência, sem deixar de cumprir os rituais de agradar os poderosos com suas apresentações. Isso forçou Mozart, desde o início a conhecer um campo inexplorado e desconhecido, o de livre mercado, o aproveitamento comercial de seu talento. Por outro lado iria dificultar, no seu amadurecimento, a conseguir um "emprego" oficial como músico e compositor. As casas reais olhavam de forma dúbia o jovem músico que cobrava sem segredos e subterfúgios por seu trabalho.

Aos dez anos de idade, Wolfgangerl não era mais um garoto prodígio, era um nome na boca mundo.
Descobrira também como a fama facilitava a aproximação com o sexo oposto, com as beldades femininas, da plebe ou realeza que, impelidas pelo seu fascínio, disputavam sua atenção por onde fosse, onde estivesse. Wolfgang Amadeus Mozart, excêntrico, genial, magnetizava também corações femininos.

Em breve parte 2: O amadurecimento de Mozart / Mozart na Itália / As peripécias e manias /  A irreverência de Mozart: "Vai tomar no .." / O indice Köchel / Mozart e Salzburg / Morte / Comemorações em 2006



- Postado por: Antônio às 20h23
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Ainda bem que sempe vem um Natal

 "É do povo! É do povo!" Gritou um deles aos jornalistas e fotógrafos curiosos.
Não se tratava de nenhum mistério, mas a excitação de certos acontecimentos sempre provoca exageros de todas as partes.
O meu povo, minha gente, vive de convulsões cíclicas de otimismo e esperanças repentinas, seguidas de depressões avassaladoras e prostração.

Aquela bandeira, que surgiu nas ruas há mais de uma década atrás, é emblemática, simbólica para isso.Os ciclos são tão certos como a chegada do Natal, seguido de um ano novo, imprescindíveis para ir separando o passado, dividindo-o, afastando-o e preparando o espírito para a próxima embriaguez, que também com certeza virá.
Tudo no tempo e na história desse povo foi, de forma cartesiana, assim. Mas vamos ficar naquela bandeira gigantesca que de repente se abria nas ruas, no meio da multidão, na campanha pelas "Diretas já".  Ela surgia nas manifestações e era disputada pelas dezenas de pessoas necessárias para carregá-la.

Empolgados os homens de imprensa queriam seu dono para entrevistar : De quem é a bandeira?, perguntavam. "É do Povo!", recebiam como resposta.
O ápice de tudo veio com a eleição (indireta), depois a morte de Tancredo Neves, causando  a  inevitável depressão coletiva. Seguiu-se sucessor, pacote econômico, euforia e depressão. O ciclo (vicioso?). A bandeira desapareceu assim como veio, ou deixou de chamar a atenção como antes. A bandeira gigante parece que morreu. Mas será que já não estava morta? Sequer nasceu? O povo é que não sabia?
Ainda bem que no entremeio, em todos os entremeios, vem um Natal, seguido de um novo ano. Assim tem sido nos séculos, assim virão os séculos.

Muitas vezes não se percebe, o que acredita-se vivo, já nasceu morto. Morreu e ninguém percebeu. É como no livro "Assim falou Zaratustra", de Nietzsche, quando o próprio Zaratustra, ao descer a montanha rumo à cidade, encontra o velho homem na floresta, que tenta convencê-lo de ali ficar, desistindo da empreitada. Ali na floresta seria o melhor lugar para cantar a Deus, orar. Ouvir preces nos cantos dos pássaros, no som dos animais. Somente no isolamento da floresta se estaria com Deus, tentava explicar o ermitão. Continuando inabalado seu caminho, Zaratustra pensou consigo: "Pobre santo velho, não ouviu ainda falar que Deus está morto".
A tragicidade de certas verdades muitas vezes se assemelha a uma gigante bandeira, fraldada pela multidão nas ruas.
Ainda bem que sempre vem um Natal, seguido de um ano novo.



- Postado por: Antônio às 13h04
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Zé Rodrix lança livro

Hoje apenas repasso uma mensagem e ao mesmo tempo pedido de um amigo. Vale a pena ir no site do Zé Rodrix.

Blogueiros e não blogueiros, quem puder que dê uma força. Aí vai a mensagem do Roger:

Um dos objetivos da Internet é ajudar-nos uns aos outros. É nesse sentido que estou enviando esta mensagem, pedindo-lhe uma ajuda neste meu novo empreendimento.

Como você sabe, Zé Rodrix, famoso compositor de "Casa no Campo", eternizado pela Elis Regina, lançou há 6 anos o primeiro volume de uma trilogia sobre a história da Maçonaria (Johaben: Diário de um Construtor do Templo). O livro ganhou o prêmio Lima Barreto Especial do Juri da União Brasileira de Escritores (UBE). Nesta mesma linha romanceada Zé lança agora o segundo volume, Zorobabel: Reconstruindo o Templo. E promete, para daqui dois anos, o terceiro e último volume, todos editados pela Record.

Os livros do Zé Rodrix, que são também uma ótima sugestão de presente de Natal, estão disponíveis no site www.rodrix.art.br, de minha autoria. Eu estou divulgando o site em primeira mão para meus amigos para quem ofereço um desconto de 10%: basta entrar com o código de desconto X00085 no momento do pedido. E o desconto vale para quantas
vezes você quiser. E vale tamabém para o livro da Júlia Rodrix, também na página.

Mas a principal ajuda que peço é de divulgar o site, para aproveitar o surpreendente efeito multiplicador.

E se você se interessar: avise-me que eu envio um código de desconto especial para indicadores: 5% de desconto para o cliente e dou uma comissão de 5% para quem indicou, paga no fim do mês.

E, por favor, se encontrar algum problema no site não deixe de me avisar!

Grande abraço,

Roger Chadel



- Postado por: Antônio às 15h06
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Brasil quer Mainz!

Brasil

Hospedagem da seleção: CBF procura contato oficialmente  

O diretor do clube de futebol Mainz 05, Christian Heidel, confirmou hoje que foi procurado oficialmente pelo Comitê Organizador da Copa do Mundo na Alemanha, para tratar de uma consulta oficial sobre a possibilidade da seleção brasileira utilizar o centro de treinamento e estádio do time, na cidade de mesmo nome, durante o torneio. "Agora vamos esperar e, se eles [os brasileiros] nos consultarem diretamente, agendaremos um encontro", disse Heidel à reportagem da TV ARD.
Gato escaldado, o diretor concluiu com um recado: - Nós temos interesse em apresentar um participante da copa, mas não estaremos com um cheque nas mão esperando -  disse ele, numa alusão às insistentes notícias de que o Brasil estaria cobrando para decidir onde ficar durante o evento (veja notas abaixo dos dias 13/10 e 17/10).
A cidade de Mainz é considerada, juntamente
com Colônia, a capital do carnaval na Alemanha. Os jogos do Brasil na  fase inicial da copa serão em Berlim (12/06), Munique (18/06) e Dortmund. (22/06).


Pelé vai participar de sorteio para escolha dos grupos

O brasileiro Pelé é um dos convidados especiais que participarão do sorteio dos oito grupos da fase inicial da copa, amanhã em Leipzig. Ao lado dele estarão retirando as bolas das urnas o ex-jogador alemão Lothar Matthäus, o holandês Johan Cruyff , o caramonês Roger Milla, o francês Christian Karembeu, o japonês Masahi Nakyama, o norte-americano Cobi Jones dem como Lucas Radebe da África do Sul.


- Postado por: Antônio às 22h01
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Tá chegando a hora !

Sexta-feira sorteio dos grupos para a copa 2006 - Chaves foram divulgadas

Faltando seis meses do início da Copa do Mundo de 2006, a FIFA estará realizando nesta sexta-feira (09/12), em Leipzig, Alemanha, o sorteio que definirá os grupos das 32 seleções do torneio. O Brasil é cabeça-de-chave  juntamente com sete países.
A divisão das urnas com as seleções seguiu critérios econômicos e geográficos. O Brasil e a Alemanha ficarão em grupos opostos, de forma que um eventual jogo entre os dois países só acontecerá na final da copa. Para isso é necessário, contudo, que os dois times fiquem em primeiro lugar na fase inicial. A escolha dos cabeças-de-chave foi definida pela participação nas duas últimas copas e o ranking da FIFA. Para a Alemanha decidiu o fato de ser anfitriã, já que o país está mal posicionado tecnicamente, em décimo-sexto lugar da lista. O restante das seleções foi distribuído atendendo também requisitos técnicos e geográficos, para alcançar um mínimo de eqüidade na distribuição. Com isso o Brasil poderá ter em seu grupo países como Portugal, Holanda, Paraguai ou EUA. A Sérvia e Montenegro foi isolada em uma urna especial e deverá entrar no grupo do Brasil, Argentina ou México, evitando que qualquer dos grupos possua mais de duas seleções européias. Veja os posicionamentos para o sorteio:

Cabeças-de-chave:  Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Itália, México
Urna dois: Austrália, Angola, Costa do Marfim, Equador, Gana, Paraguai, Togo, Tunísia
Urna três: Croácia, Holanda, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia, Suíça, Ucrânia
Urna quatro: Arábia Saudita, Coréia do Sul, Costa Rica, Estados Unidos, Irã, Japão, Trinidad e Tobago
Urna especial: Sérvia e Montenegr
o

Brasileiros estarão oferecendo hospedagem para a Copa no ABKnet

Brasileiros que vivem nas mais diversas regiões da Alemanha estarão oferecendo hospedagem para quem vier para a copa e quiser preços mais em conta para a permanência no país durante o evento. O ABKnet estará organizando uma página especial onde visitantes poderão pesquisar as ofertas, preços, localização dos alojamentos, bem como efetuar as reservas. A experiência mostra de outras copas, que hospedar-se com compatriotas é vantagem não apenas nos preços: Dificuldades da língua e de deslocamentos, informações turísticas ou sobre horários, transportes e dicas gerais  ficam bem mais fácil quando o anfitrião é um patrício vivendo no lugar visitado. O site já pôs um endereço de e-mail online para interessados em dispor acomodações ou interessados em hospedagem. É só enviar uma mensagem para: copa2006@abknet.de . O site estará também dando as principais novidades sobre o torneio. Agora é torcer pelo hexa e comemorar.



- Postado por: Antônio às 12h00
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Ligações perigosas

O jornalista Fernando Rodrigues colocou hoje, em seu blog, a lista de ligações internacionais de um punhado de pessoas investigadas pela CPI dos Correios. A lista é oficial e tem o cabeçalho do Congresso Nacional, com logotipo da república. A pergunta é, até que ponto os dados são confiáveis e, quem sabe, há possibilidade de manipulação. Não é necessário alguém esmiuçar a lista, para logo constatar que há dados errados, incompletos ou duvidosos, ainda que ao lado de outros mais convincentes.

Assim, na página de chamadas originadas pela SMPEB Comunicação Ltda. de Marcos Valério, por exemplo, há três chamadas para Luxemburgo, nos dias 9/9/2004 e 8/11/2004 (duas vezes). O número discado é 0035-21-500-1003. Só que o código internacional (0035) é da Bulgária e nunca Luxemburgo. O mesmo acontece, na mesma página, para Portugal. Já a ligação feita pela mesma SMPEB, para o número 0043-662-65-8585, na Áustria, contudo, mostra-se menos duvidosa. O número leva à Luezer GmbH, uma editora especializada em edições publicitárias. Pelo menos na área de atuação da SMPEB.

Na página da DNA Propaganda Ltda., também de Marcos Valério, o número ligado no dia 1/4/2002 (0043-423-4133), leva a um posto policial na Áustria. Levando-se em conta que números telefônicos oficiais de autoridades jamais mudam, pergunta-se se Valério já era caso de polícia, no caso austríaca, naqueles idos.

Na página de chamadas atribuídas à Telemig Celular, o número ligado no dia 3/9/2002, 0049-69-2383-5710, pertence à empresa LHS Telekom GmbH, em Frankfurt, especializada em software para administração de contas e pagamentos utilizados por provedoras telefônicas. Aqui também há uma certa coerência. A pergunta é que tipo de negócios foram feitos entre as empresas e a relação com os correios brasileiros.

Na página de ligações dedicada à Multi-Action Entretenimentos Ltda., o número discado no dia 3/2/2004, na Alemanha, é simplesmente o fax do Comitê Internacional das Paraolimpíadas, conectado duas vezes no mesmo dia. Realmente um enigma para os investigadores da comissão.

Já os números suiços contactados por Roberto Jefferson diversas vezes, no dia 17/08/2004, parecem levar a uma operadora suiça de investimentos, a Quantus Asset Management AG.

Talvez, para quem não possui dados mais concretos (certamente os deputados e investigadores envolvidos nos trabalhos possuem) fique mais difícil seguir o "fio da meada" da lista. Embora revelando incoerências aparentes numa simples checagem superficial, aleatória e rápida feita pelo blogueiro, as ligações seguramente carregam muitos segredos. Alguns deles, quem sabe, virão à luz do dia.



- Postado por: Antônio às 17h16
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Georg Best: Maior funeral do Reino Unido ? (01/12/05)

George Best(22/05/1946-25/11/2005) 

Excêntrico e irreverente, alcóolatra inveterado e craque de bola inesquecível, Georg Best, que
morreu na última sexta-feira, terá provavelmente o maior  enterro de todos os tempos no Reino
Unido. Apesar dos apelos da familia, para que seja respeitada a intimidade familiar do
sepultamento no próximo  sábado, em Belfast, caravanas de todos os lugares estão
direcionando-se à cidade, para participar dos funerais do ídolo. Todos os hotéis da metrópole
e estão, segundo imprensa local, reservados para o dia do enterro. Estima-se que mais de
500 mil pessoas participarão  do cortejo fúnebre, equiparando-se às últimas honras prestadas
à princesa Diana em 1997 e rainha-mãe em 2002.  Georg Best foi um dos mais populares
jogadores de futebol de seu tempo, principalmente entre 1963 e 1975, quando jogou no
Manchester United.
Ele  morreu após falência múltipla dos órgãos, em um hospital londrino, onde estava
internado desde outubro passado. Em 2002 submeteu-se a um transplante de  fígado
e, embora proibido pelos médicos, jamais abandonou o álcool.

 

 


- Postado por: Antônio às 16h06
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